Profecia 

Talvez considerem isso como um profecia
Mas acho que é apenas o destino
Imutável, duro, impaciente
Talvez só o tempo dirá

Mas sei que os sinais já se notam
O tempo passou
E a batalha também
Pouco foi feito

Tentamos restaurar o que foi perdido
Mas é uma reconstrução
Algo foi quebrado
Algo que poderíamos ter protegido

Não digo que pedimos por isso
Não digo que isso foi merecido
Talvez ingênuos
Mas com certa certeza tivemos culpa

Deixamos de lutar
Ficamos parados esperando para que alguém tomasse essa luta
Ninguém veio
E talvez não virá

O tempo vai curar a ferida deixada
Mas não vão nos fazer esquecer
Ficamos parados
Inertes

O futuro ainda mais incerto
Ainda não aprendemos
E os sinais já aparecem
Mas nós fingimos de cegos

O céu já não brilha como antes
As pessoas já mais vazias
Mais opiniões e argumentos sem base
Estamos deixando acontecer de novo

Saímos da relativa paz
Uma paz que lutamos para ter
E essa geração não liga
Estamos entrando em uma nova era

Uma era de radicalismo
De lutas internas
O anoitecer violento
O fim do Sol grandioso de outra era

A mudança vem
Leva a superfície
Mas no fundo
Todos continuamos iguais

As forças deste mundo não muda o que somos por dentro
Mas as forças do invisível fazem isso
E agora temo que essas forças invisíveis estejam se tornando mais sombrias
Temo que talvez as sombras estejam aumentando

Quem sabe será apenas o caminho que tenhamos que passar
O destino brincando
A prova que testará a pureza
Ou apenas mais uma fase de um longo ciclo

Talvez uma profecia
Talvez apenas um aviso
Talvez apenas o sonho de um louco
Talvez nada além de palavras

Hey, o que acha de comentar sobre o que achou desse poema? Uma boa ideia não é?

Confira minhas atualizações no Twitter em :@lyncon_moreira

Se gostou desse poema, leia também Escolhas

Twitter 

Viva alimentando esse pequeno pássaro
Ele precisa de pequenas doses
São só 140 caracteres
E você pode sempre dar isso

Venha e não pare
Tudo é muito rápido
Você vai ficar perdido
E é isso que queremos

Nunca pare de digitar
Sempre alimentando
E isso para gente
É tudo

Não largue seu celular
Você precisa ser raso
Precisa falar de algo
Ou seu pássaro vai morrer

Se se acha bom
Tenta a sorte
Venha alimentar o pássaro
E quando ele estiver grande, ele se alimenta de você

Hey, o que acha de comentar sobre o que achou desse poema? Uma boa ideia não é?

Confira minhas atualizações no Twitter em :@lyncon_moreira

Se gostou desse poema, leia também Poesias

 

Floresta Sombria – Capítulo 7

Eles olham para trás, Mariana gritou assustada e Greg estava tremendo, Fernando ficou de pé sem nenhuma expressão enquanto olhava para o rio que novamente se transformava novamente, o rio brilhava demais, o céu escureceu e então algo surgia do rio, se perguntavam se seria o cervo que sobrevivera, mas na pareça ser, era uma pessoa, parecia estar se afogando, e por impulso rapidamente Fernando jogou a bolsa e correu em direção ao rio para socorrer a pessoa que apareceu, os outros dois não tiveram reação ao ver a cena, ele entrou na água o mais rápido que pode, e nadou até a pessoa que parecia ter se afogado, e o trouxe até o leito. Ele estava desmaiado e parecia não estar respirando, seus cabelos eram brancos até a raiz, estava cobrindo parte do seu rosto, seu colete de couro e camisa preta estavam colados ao corpo, mostrando as feições do corpo, Fernando não sabia o que fazer, Greg finalmente voltou a si, e percebeu o que tinha que ser feito, ele se lembrou das aulas de primeiros socorros que tivera na escola. E então fez, uma, duas , três massagens cardíacas, uma, duas, três massagens cardíacas e então a respiração boca a boca, Mariana e Fernando olhavam paralisados a agilidade que Greg tinha, não sabiam como ele que quase sempre se mostrou omisso estava fazendo algo tão determinante.

Logo após a respiração boca a boca o garoto acordou, cuspiu bastante água que havia respirado durante o afogamento, ele ainda não conseguia ficar de pé, mas já estava de olhos abertos.

-Você está bem? – Greg dava apoio ao garoto.

-O que houve? Onde estou? – Ele tossia, sua voz saia rouca e ainda cuspia água.

-Você estava se afogando quando a gente tá viu, salvamos você, ele te trouxe até aqui e eu fiz o resto. – Greg pareceu estar assustado acima de tudo.

-Não lembro de estar perto de uma floresta, onde estou? – Ele estava olhando ao redor confuso.

-Olha isso não é o pior, bom se preparar. – Fernando se aproximou.

-O que vocês são, por que se vestem com roupas tão estranhas, de onde veio toda essa floresta? – Ele tentou ficar em pé, mas se desequilibrou.

-É assim que nos vestimos aqui, na verdade é assim que todos se vestem por aqui, está perto de Rio Vermelho, eu sei que não deve fazer a mínima ideia de onde fica esse lugar, mas acredite, todos nós chegamos da mesma forma que você chegou. – Fernando estava mais calmo, mas ainda tentava entender o que estava presenciando.

-Rio Vermelho, nunca houve falar nesse lugar, quem são vocês? – Finalmente parou de tossir.

-Bem, eu sou Greg, o cara estranho aqui do seu lado e Fernando, e a menina assustada é a Mariana, quem é você? – Greg estava apontando pra cada um deles.

-Eu sou Robin, mas ainda não sei como cheguei aqui. – Ele estava de pé e olhando em volta.

-Robin, acho que deveria vir com a gente, vai ser difícil no começo, mas vai dar tudo certo! – Fernando estava de pé novamente e tentava achar algo na bolsa que carregava.

-Venha com a gente, que vamos tentar explicar. – Greg estava de pé e indo até Mariana.

-Não tenho muita escolha né? Mas tudo bem, eu vou com vocês. – Robin estava de pé, mesmo que ainda não parecesse bem o suficiente para a caminhada que iria enfrentar.

Voltaram ao caminho principal, estavam caminhando mais lentamente por causa de Robin que estava fraco, o sol estava subindo cada vez mais alto no céu limpo, a floresta parecia mais viva, era possível ouvir o som de vários pássaros diferentes, o uivo de alguns animais e o casco de outros, sombras passavam pelas árvores, era claramente animais, o caminho estava vazio como sempre, passaram para placa que viram quando chegaram e passaram por ela, sabiam que estavam próximos da caverna, estavam imaginar qual seria a reação do recém chegado ao ver onde ficaria, provavelmente não ficaria nada feliz ao ver que o novo lugar fica dentro de uma encosta e não em um pequeno prédio ou mesmo em uma pequena casa.

Eles passaram pela pequena colina que dava vista a cidade, ela parecia igual a quando chegaram, havia trabalhadores nas pequenas fazendas, carroças iam das pequenas florestas até a cidade, a torre do relógio estava maior, e quase pronta, a cadeia parecia estar ainda aos pedaços, foi a primeira vez que viram a cidade desde que chegaram, avisaram ao Robin quem não era seguro ir até lá, mas ele não pareceu acreditar na informação, afinal eram desconhecidos para ele.

Enfim chegaram à caverna, ao ver aquilo Robin perguntou irritado.

-Como diabos vocês vivem nisso? – Perguntou passando suas mãos pelo cabelo agora quase seco, ele tentou formar uma pequena franja.

-Nós desculpe, mas é o que temos, não podemos ir à cidade, lá não é seguro, nós te explicaremos lá dentro. – Fernando se aproximava da pequena entrada.

-Por que devo entrar a, eu nem conheço vocês. Não sei o que quero de mim. – Robin não estava com medo, ele estava apenas cético.

-Bem, não tem escolha, nós só podemos te oferecer isso, acredite, por aqui somos a melhor opção, nos fios isso por experiência própria. – Mariana finalmente fala algo, estava muda desde que viu o cervo sumir.

-Tudo bem, mas não prometo que ficarei por aqui por muito mais tempo. – Robin disse tentando parecer confiante.

-Pobre coitado, ele nãos sabe de nada. – Disse Mariana cochichando para Greg e entrando na caverna logo após Robin.

A caverna estava como sempre, Fernando ainda estava acendendo as tochas, a caverna estava fria, Robin olhava as pilhas de livros, todo espaço interno, e procurava um lugar para se sentar, tudo o que queria eram uma roupa seca.

Fernando, Greg e Mariana tentaram explicar para ele o que estava acontecendo, toda a história da floresta, os seres da floresta, as teorias, os livros e tudo o que a cidade é seu povo faziam, tentaram mostrar tudo o que sabiam, contaram até mesmo o sonho que Greg teve durante a noite. Robin não parecia acreditar, mas ele não tinha muita escolha, Fernando teve que arrumar camas para todos, ele tinha alguns panos e lençóis que serviriam para isso, arrumou duas camas para os garotos e uma separada para Mariana, ele ficaria em outro lugar. Mariana foi falar com Fernando enquanto Greg falava com Robin sobre a caverna e sobre as coisas e os perigos.

-Fernando, a gente vai ter que levar ele até o lugar dos sinais? – Mariana estava cansada da caminhada que demorou demais por causa de tudo.

-Bem, ele é novo, temos que levar ele sim, mas não amanhã, eu tenho que arrumar roupas pra vocês, vocês não devem andar assim. – Fernando estava esvaziando a bolsa que levou até o templo.

-Se é assim podemos descansar. Mas você acha que o Greg está estranho? – Mariana agora falava mais baixo, e olhava para Greg de vez em quando.

-O que quer dizer? O que ele tem feito? E você sabe que não conheço ele a pouco tempo né? – Fernando percebeu o que Mariana queria dizer.

-Er… Sei lá, ele está meio distante de mim, eu queria que ele estivesse ao meu lado agora, mas vê onde ele está, ajudando o novato que parece nem se importar. – Mariana parecia se controlar para não chorar.

-Olha tudo aqui está uma bagunça, vocês chegaram do nada, ele não está acreditando porque nem dá pra acreditar mesmo, mas olha, ele parece tímido, então pode ser que ele demore para perceber, não se preocupe. – Fernando estava arrumando as últimas coisas e ia chamar todos para comer algo e enfim irem dormir.

-Tomara mesmo. – Mariana estava indo se juntar aos garotos.

Todos enfim foram para suas camas, Robin não queria dormir ainda, mesmo que estivesse muito cansado, Greg estava quase dormindo e Mariana estava já dormindo. Fernando estava como sempre lendo seus livros.

Horas mais tarde, Fernando se levantou, ele estava se preparando para ir para a cidade, ia fazer o de sempre, procurar comida, roupas e quem sabe livros, mas ao passar pelas camas dos garotos percebeu algo errado, Robin não estava lá.


O que está achando da história? Gostou? O que acha que acontece no próximo capítulo?

Veja o capitulo anterior aqui : Floresta Sombria – Capítulo 6

Veja o primeiro capítulo clicando aqui


Reconstrução 

Depois de uma tempestade
Tudo está em pedaços
Mágoas, lágrimas, dor, raiva
Tudo está ao chão

Somos sobreviventes de nossas brigas
Sobreviventes das discussões
Sempre reconstruindo nosso lar
Sempre começando de novo

Eu sei, não é fácil
Mas já passamos por momentos piores
E sei também que temos força
Sei que podemos resistir

O que temos não se vai assim
Não se torna cinzas depois de um incêndio
Não é levado por uma enchente
Não se torna escombros depois do terremoto

Mas sempre reconstruindo
Sempre consertando
Nunca parados
Nunca desistindo

Eu sei que dói
Eu sei que machuca
Mas o que não nos mata
Nós deixa mais fortes

Hey, o que acha de comentar sobre o que achou desse poema? Uma boa ideia não é?

Confira minhas atualizações no Twitter em :@lyncon_moreira

Se gostou desse poema, leia também Espaço vazio

Instagram 

Atenção para as fotos
Olhe quantos filtros
Olhe quantas fotos
Olhe sempre mais

Não precisa nem mesmo escrever
Tire uma foto
Grave um vídeo
Você só precisa disso para ser grande

Quem precisa de opinião
Faça pose
Pareça bem
Só precisa disso

Compartilhe com todos o que está fazendo e vendo
Não tire da câmera do seu celular, pode perder algo
Deixe os likes surgindo levar sua vida
Mas os likes compensam

Sem textos
Só fotos
Apenas pessoas vazias
Apenas cascas

Hey, o que acha de comentar sobre o que achou desse poema? Uma boa ideia não é?

Confira minhas atualizações no Twitter em :@lyncon_moreira

Se gostou desse poema, leia também Reflexões